sábado, junho 13, 2009

Poema de Ary dos Santos "Retrato do Povo de Lisboa"

Poema

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Retrato do Povo de Lisboa

É da torre mais alta do meu pranto
que eu canto este meu sangue este meu povo.
Dessa torre maior em que apenas sou grande
por me cantar de novo.

Cantar como quem despe a ganga da tristeza
e põe a nu a espádua da saudade
chama que nasce e cresce e morre acesa
em plena liberdade.

É da voz do meu povo uma criança
seminua nas docas de Lisboa
que eu ganho a minha voz
caldo verde sem esperança
laranja de humildade
amarga lança
até que a voz me doa.

Mas nunca se dói só quem a cantar magoa
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Dói-me o sangue vencido a nódoa negra
punhada no meu canto.

Ary dos Santos, in 'Fotosgrafias'

Um comentário:

Eunice Martins♥ disse...

Olá minha linda amiga!!!

O amor que há numa grande amizade:
é como a luz do dia,
clareia o pensamento,
anima o coração
e enche a vida de alegria.

O valor que há numa grande amizade:
é tão caloroso e brilhante como o sol de verão,
a cada dia, cada instante.

O grande amor que há numa grande amizade
significa mais do que as palavras podem dizer,
porque uma grande amizade é um milagre
que abençoa os dias que temos pra viver.
Um dos milagres da minha vida
é simplesmente ter conhecido você!
DESEJO QUE SEU FIM DE SEMANA TOTALMENTE FLORIDO.
COM mUITAS BENÇÃOS.
BEIJOS COM CARINHO.